quinta-feira, abril 07, 2005

David Feldman Trio - critica JORNAL DO BRASIL


David Feldman + Piano
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Aqui trechos da crítica do colunista Luiz Orlando Carneiro
DAVID FELDMAN TRIO - O SOM DO BECO DAS GARRAFAS no Mistura Fina
CADERNO B – JORNAL DO BRASIL - 07/04/2005
Para ver a crítica na integra acesse: http://jbonline.terra.com.br/
Colunas - Luiz Orlando Carneiro

UM JOVEM E INSPIRADO PIANISTA BRASILEIRO
Luiz Orlando Carneiro
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David Feldman, um pianista carioca de 27 anos, recém-chegado de Nova York - onde se graduou, em 2002 - ameaça...como o mais técnico e inspirado pianista de jazz brasileiro do momento. Há exatamente uma semana, o trio de Feldman (Rafael Barata, bateria; Jorge Helder, baixo) arrebatou as mais de 150 pessoas que lotaram o Mistura Fina, numa memorável noite promovida pelo CJUB (Charutos Jazz Uísque Blog), na série mensal Chivas Jazz Lounge.
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A vitalidade do trio de David Feldman é contagiante.... Feldman é da linha ousada e intensa do pianista francês, Jean-Michel Pilc, radicado em Nova York e de outros notáveis tecladistas, como Uri Caine, que aliam a uma postura concertística e a uma técnica apurada aquela concepção de que o jazz é basicamente ''o som da surpresa''. E que o improvisador não deve se contentar, apenas, com o conforto da pilotagem semi-automática proporcionado pelo domínio dos acordes de base (as chamadas changes), mas desconstruir e reconstruir os temas em blocos que formam um todo pantonal e polirrítmico.

David Feldman deu um show de engenho e arte - com a participação interativa inestimável de seus sidemen - transformando em peças densas, através de vias melódico-harmônicas e tempos em contrastes surpreendentes, temas que todo mundo assovia, como Você e eu, de Lyra; Lígia e Inútil paisagem, de Jobim; Rapaz de bem, de Johnny Alf. Deu interpretações muito originais a temas batidos, como A foggy day (Gershwin) e Speak low (Kurt Weil). E deixou o pessoal de boca aberta ao aprofundar as dissonâncias monkianas de Evidence, com tempero rítmico bem brasileiro.

David Feldman Trio - critica CJUB

Aqui estão trechos da critica de DAVID BENECHIS ao concerto " O Som do Beco das Garrafas" do David Feldman Trio no Mistura Fina em 31 de março de 2005.

para ler na integra visite http://charutojazz.blogspot.com/

"Nunca foi tão fácil estar em Nova York, mais especificamente no Village Vanguard. Estar e entrar, aliás, na própria vanguarda do samba e - porque não - também do jazz.Bastou ir à Lagoa na quinta-feira passada e pronto: a viagem estava completa. E que viagem !
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A premissa de homenagear a geração que forjou o samba-jazz no Beco das Garrafas foi só o ponto de partida para o devastador concerto que o trio do pianista David Feldman (Jorge Helder, contra-baixo; Rafael Barata, bateria) ofereceu ao afortunado "turista" que, dirigindo-se ao Mistura Fina, nunca imaginou aterrissar "virtualmente" no mais sagrado templo jazzísitico nova-yorquino, quiçá de todo o mundo.
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"Sua técnica límpida, que censura até pequenos "esbarrões" (como a de um Michelangeli, ou, modernamente, Pogorelich e Sokolov, todos pianistas clássicos), desafia o fato de nunca haver frequentado conservatórios
Fiel aos preceitos do "talmud torah" monkiano, o estilo do pianista alinha com alguns dos mais talentosos discípulos do "alto sacerdote do bebop", em especial os da geração projetada nos anos 80/90, como Uri Caine, David Kikoski, Jean-Michel Pilc, Danilo Perez e Stephen Scott, entre outros.
Como eles, Feldman não veio para ser mais um. Nasceu para fazer História.
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sexta-feira, março 25, 2005

DAVID FELDMAN TRIO


David Feldman
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David Feldman - piano
Jorge Helder - baixo
Rafael Barata -bateria

DAVID FELDMAN - PIANO
Carioca, vinte e sete anos, David Feldman nasceu numa família dedicada a música clássica e barroca. Ele começou cedo seus estudos musicais, tocando piano clássico aos quatro anos. David enlouquecia sua professora de piano, pois nunca tocava exatamente o que estava escrito na pauta, sempre adicionando sua interpretação pessoal. Aos dez anos, quando ouviu pela primeira vez “Misterioso”, tema de Thelonious Monk, David percebeu que o que fazia aos quatro anos tinha um nome: imporvisação.
Em 2000, David foi aceito na New School University e entrou para o Programa de Jazz e Música Contemporânea, onde se graduou em 2002. Em um curto espaço de tempo, David tocou com figuras lendárias do jazz como Slide Hampton e Claudio Roditi; foi convidado da Mingus Big Band; trabalhou com Duduka da Fonseca, que foi indicado para o Grammy de 2003 e com jovens músicos brilhantes como Matt Garrison e Eli de Gibri; em 2004, foi semi-finalista do prestigiado Montreux Jazz Piano Solo Competition. No Brasil, toca em Duo com Paulo Moura e Leo Gandelman e trabalha como arranjador, produtor e faz trilhas sonoras.


Jorge Helder
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JORGE HELDER - BAIXO
Cearense radicado no Rio de Janeiro, Jorge Helder (baixo acústico e elétrico) é formado pela Escola de Música de Brasília (EMB). É um dos mais atuantes entre os grandes nomes da música brasileira, tendo em sua carreira gravações em CD’s e participação em shows de Chico Buarque, Caetano Veloso, João Bosco, Ivan Lins, Edu Lobo, Guinga, Rosa Passos, Nana Caymmi, Maria Rita, Gal Costa, Maria Bethânia, Marisa Monte, Adriana Calcanhoto, Cássia Eller e tantos outros. Ao lado de grandes músicos como Hélio Delmiro , Mike Stern, Joe Calderazzo, Jean Pierre Zanella e Sadao No participou de vários festivais de jazz no Brasil no exterior

Rafael Barata
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RAFAEL BARATA - BATERIA
Começou a tocar Bateria com 5 anos de idade. Auto didata, estudando sempre com discos, gravou o primeiro aos 14 anos. Aprendeu teoria musical na adolescência com o professor José Guedes Sobrinho e em seguida passou a estudar Jazz. Ganhou 2 Festivais de Bateria, o 1º Batuka! - com 15 anos, e o Batuka! Masters 2000, só para vencedores.
Já gravou com diversos artistas, dentre eles Rosa Passos, Dario Galante, Idriss Bodrioua , Osmar Milito, Durval Ferreira, Alan Fougeret, Helio Celso, JT Meirelles, Daniel Garcia Claudio Roditi, Guilherme Dias Gomes. Já trabalhou com Zezé Motta, Emílio Santiago, Paula Santoro. Participou de vários festivais de jazz no Brasil ao lado de Internacionais como o Canadense Jean Pierre Zanella, o americano Ray Moore, Idriss Bodrioua entre outros. Também é integrante do conjunto Meirelles e os Copa 5 que marcaram presença no 1º TIM JAZZ FESTIVAL.
Atualmente com 24 anos, voltado para o Jazz, apresenta-se com, Osmar Milito Trio e Philippe Baden Powell Trio, onde se apresentou no último ano em Paris e Frankfurt. Mais recentemente, apresenta-se com o cantor e compositor Edu Lobo, uma lenda viva da Bossa Nova, por todo o Mundo.

domingo, março 20, 2005

Infelizmente, ROBERTINHO SILVA não podera fazer o show no MISTURA FINA por motivos de força maior. Porém, ele será substituído pelo jovem e talentosíssimo baterista, RAFAEL BARATA.

quarta-feira, março 09, 2005

DAVID FELDMAN TRIO

David Feldman – piano
Jorge Helder – baixo
Rafael Barata - bateria

No Show: O SOM DO BECO DAS GARRAFAS
31 de Março de 2oo5 - quinta feira – 21hs
ingresso: 20 reais

No MISTURA FINA
Av. Borges de Medeiros 3.207 - RJ
telefone: 2531-2844

O BECO QUE FOI O BERÇO DO SAMBAJAZZ


O Beco das Garrafas fica em Copacabana, na rua Duvivier, entre a Av. Atlântica e a Nossa Senhora de Copacabana. Quem passa por ali hoje nem desconfia que os aquelas casas noturnas enfileiradas – hoje dedicadas aos prazeres da carne - foram palco de um caso de amor entre o Jazz e o Samba que influencia até hoje músicos nos quatro cantos do planeta..

Como todo caso de amor que se preze, no início, ninguém levava fé. Havia até quem dissesse que em música brasileira não se pode improvisar. Mas como os grandes casos de amor não dependem de bom senso. A química foi tão forte que Jazz e o Samba se tornaram um só o: Sambajazz. Foi uma paixão arrebatadora que tomou de assalto toda uma geração de Músicos - sim, Músicos com M maiúsculo - e ganhou mundo.

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O SHOW

Este show é uma homenagem à essa geração, formada por instrumentistas excepcionais que nem sempre receberam o devido reconhecimento. Dentre os muitos músicos que beberam nas fontes do Beco estão (em ordem alfabética):

Alberto Castilho, Alfredo de Paula, Aurino Ferreira, Baden Powell, Bebeto, Bill Horn, Celso Brando, os irmãos Castro Neves, Chico Batera, Cipó, Dom Salvador, Dom Um Romão, Durval Ferreira, Ed Lincoln, Edison Machado, Edison Maciel, Edmundo Maciel, Edson Lobo, Eumir Deodato, Flora Purim, Hamilton, Hélcio Milito, Hélio Marinho, J.T.Meirelles, Juarez Araújo, João Luiz Maciel, João Palma, Johnny Alf, Jorginho Ferreira da Silva, Julio Barbosa, Leny Andrade, Lindolfo Gaia, Luís Carlos Vinhas, Luis Marinho, Luiz Eça, Manuel Gusmão, Maurício Einhorn, Maurílio, Milton Banana, Moacir Marques, Moacir Santos, Otávio Bailly, Ohana, Paulo Moura, Pedro Paulo, Raul de Souza, Roberto Menescal, Rafael, Rildo Hora, Ronaldo Vilela, Ronie Mesquita, Rosinha de Valença, Rubens Bassini, Sérgio Barroso, Sérgio Mendes, Silvinha Telles, Tenório Jr, Tião Neto, Tião Marinho, Toninho, Ugo Marota, Vitor Assis Brasil, Vitor Manga, Wilson das Neves, Zezinho Alves e tantos e tantos talentos que não cabem em uma só noite.

O SOM DO BECO DAS GARRAFAS


O-SOM-DO-BECO-EFLIER
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ESPERO VCS LA

Raffaelli fala sobre o BECO

José Domingos Raffaelli, viveu a efervecência musical do BECO DAS GARRAFAS e deu seu depoimento.

“ …o Beco das Garrafas foi o equivalente carioca da mais que lendária Rua 52, em New York, onde fervilhou o jazz nos anos 40 e 50. Freqüentavam o Beco centenas de pessoas para ouvir música estimulante e criativa. Os frequentadores testemunhavam que todas as noites acontecia alguma coisa nova, fosse uma nova composição, o aparecimento de um músico novo ou a formação de um novo conjunto. Era a grande renovação da nossa música que começou a tomar de assalto o mundo em 1961/62. No início, muitos dos grandes nomes da bossa nova eram desconhecidos do público e vários deles desabrochavam para a carreira profissional, posteriormente tornando-se mundialmente conhecidos.”

José Domingos Raffaelli

terça-feira, março 08, 2005

DAVID FELDMAN TRIO NO MISTURA FINA